projetos colaborativos

2010 | coreografia para prédios, pedestres e pombos

| colaborações |

Projeto em parceria com a cineasta Paola Barreto e com uma equipe de cerca de 20 artistas e técnicos. Onze bailarinos realizaramm uma série de intervenções coreográficas “camufladas” na praça do Largo do Machado e imediações.

A performance é uma composição em tempo real, na qual os bailarinos seguem uma série de diagramas de movimentação, previamente ensaiados, mas compõem somente no instante da apresentação uma partitura coletiva, em interação com os pedestres, a arquitetura e as situações imprevisíveis do momento. Os movimentos resgatam ações ordinárias, como o gestual urbano cotidiano e os fluxos de tempo dos pedestres, de forma que os bailarinos misturam-se aos “ocupantes” da praça, confundindo a distinção entre quem está ‘atuando’ e quem está ‘vivendo’.

Estas intervenções performáticas foram gravadas diariamente durante 2 meses, constituindo um imenso banco de imagens do cotidiano do bairro.
Foram adicionadas à imagens feitas e transmitidas em tempo real  ao café do Instituto Oi futuro, e todo material foi editado, sonorizado e projetado em uma performance de “cinema ao vivo”, simultânea à performance das praça.

O público pode escolher a forma de assistir ao espetáculo:  na praça, ao nível do chão, em meio aos performers;  no café do Oi Futuro, vendo a mixagem ao vivo das imagens e sons; na torre da Igreja, com binóculos e mp3, escolhendo seus próprios enquadramentos,  ou pelo streaming via internet.

Coreografia para prédios, pedestres e pombos pretende lançar um olhar atento sobre o Largo do Machado, sua arquitetura e seu  paisagismo, seus frequentadores, seu cotidiano, suas memórias passadas e presentes, e contribuir para uma redescoberta do potencial poético do espaço público. Afirmar a rua como espaço de experimentação, valorizando a experiência cotidiana e a construção do comum e da comunidade como potência poética.

concepção e direção de coreografia: Dani Lima
concepção e direção de Videoinstalação: Paola Barreto
em cena: Alice Ripoll, Ana Pi, Átila Calache, Eléonore Guisnet, Gimena de Mello, Ibon Salba, Juliana Medella, Luar Maria, Luciana Costa, Thiago Gomes e Tony Hewerton
assistência de coreografia: Laura Samy
edição de vídeo: Alexandre Antunes
fotos: Thiago Britto, Paola Barreto, Lola Vaz, Dani Lima,
vídeos: Thiago Britto, Alexandre Antunes, Paola barreto
assistência de edição: Lucas Canabravo
trilha sonora e engenharia de som: David Cole
câmera: Thiago Britto e Guilherme Guerreiro
direção de produção: Verônica Prates
produção executiva: Isa Avellar

coreogthere.blogspot.com

2010 | pra minha filha

| colaborações |

Projeto Solo de Dani Lima em colaboração com  os coreógrafos João Saldanha e Marcela Levi. Selecionado pelo Programa Rumos Itaú Cultural Dança 2009/2010. Em processo.

Especular sobre uma idéia do feminino articulada a partir de 2 referências icônicas: as pin ups e o arquétipo das princesas no imaginário infantil. De um lado as curvas / torções / distorções / obliquidades envolvendo a bacia, os ombros, a coluna, a cabeça e o olhar, imprimindo certas qualidades ao corpo e ao movimento que identificamos, no senso comum, como “sensual” e “feminino”. De outro lado o romantismo das princesas e sua eterna espera do príncipe encantado que as salvará de suas desgraças. A construção de uma idéia de feminino ligada à ilusão do amor eterno.

Que subversões podem surgir quando artificializamos alguma coisa que é dada como natural? Como o deslocamento de certos conceitos impressos no corpo podem desvendar um sistema de valores que embasa nossas percepções, estabelecendo papéis e relações de poder? Como novas formas de pensar o feminino podem brotar em brechas abertas nestas construções?

A proposta do projeto é de partilhar com dois criadores que tem em suas trajetórias artísticas referências sobre o feminino – João Saldanha e Marcela Levi – construindo uma espécie de mosaico de interpretações do mesmo assunto. Trabalhar com interlocutores como forma de investir no “saber relacional” que se constitui e se estrutura nas relações afetivas, no jogo da experiência com a alteridade.

2008 | ela e mais alguma coisa – estudo para solo banal

| colaborações |

Especular sobre uma poética cotidiana, sobre as ações ordinárias que constituem a vida de todos os dias, e no entanto e por isso mesmo, passam desapercebidas. Estudo produzido para os Solos de Dança do Sesc 2008 em parceria com Micheline Torres.

interpretação: Dani Lima
concepção e direção: Dani Lima e Micheline Torres
colaborações: Alex Cassal e Denise Stutz
trilha sonora: Lucas Marcier
luz: Paulo Cesar Medeiro
fotos: Bruno Veiga, Alex Cassal


“Em Ela e mais alguma coisa, Dani Lima e Micheline Torres investigam o gesto feminino mais cotidiano, aquele que perpassa os dias, mas que quase nunca é desvelado. A qualidade do que se apresenta, ainda em forma de pleno processo de elaboração coreográfica, é a da delicadeza enxuta de quem experimenta esse gesto não como um produto, mas antes como algo que está ali em sua dimensão própria, usual, quase banal, quase imperceptível de tão corriqueira”.
Roberto Pereira | Jornal do Brasil

“Em Ela e mais alguma coisa, Dani Lima, em parceria com Micheline Torres, busca criar um ambiente em que a dança perca qualquer qualidade extraordinária. A lista de acontecimentos que compõem um dia, quase todos sem importância, serve de pano de fundo para tratar a dança como um desses eventos.(…) A presença de Dani Lima oscila entre esse estado de tranquilidade quase regular e outros em que se deixa invadir pela dança e mostra que em seu corpo ela aponta para novos desenhos”.
Silvia Soter | O Globo

“O corpo na sua intimidade, sandálias havaianas, calça, blusa, olhando o público, prestes a falar algo, a dançar ou a estar lá, parado. Corpo quase se movendo. Corpo pensando no que fazer. (…) Falamos de danças contemporâneas que assim se definem por pensar o corpo como meio de repensar sua própria dança, não só feita de passos guardados, reproduzidos ou compostos em nova ou velha configuração, mas sim de corpo contido de memória, histórias cheias de estórias e, portanto, de imagens que expõe a matéria do corpo”.
Nirvana Marinho | Polêmica Imagem

2002 | dentro-fora

| espetáculos |


Espaço, corpo, propriocepção, fragmentação, presença – ausência, dentro – fora, observador participante.

Performance sobre a obra Espaço em branco entre 4 paredes, da artista plástica Tatiana Grinberg, na abertura do 11º Panorama de Dança do Rio Janeiro, em 2002.


criação e execução: Dani Lima, Clarice Silva, Mônica Burity e Vivian Miller
criação do objeto: Tatiana Grinberg