2013 | Pequena coleção de todas as coisas

Adaptação para o universo infantil do espetáculo “Pequeno inventário de lugares-comuns”, da Cia Dani Lima, de 2009. Nesta versão, Carla Stank, Laura Samy, Lindon Shimizu e Renato Linhares exploram jogos de composição para criar inventários das ações, gestos e objetos do dia a dia, coleções poéticas das banalidades cotidianas, inventando novas categorias para agrupar uma centena de objetos que habitam o palco: bule, casaco, garrafas PET, aspirador de pó, chaves, capacete, cobertor, chicletes, fita métrica,… Objetos de cores, formas, tamanhos e funções distintas passeiam pelo palco, criando composições que reconfiguram a percepção habitual que se tem deles. Coisas vermelhas, verdes, azuis. Coisas de aniversário, de ir à praia, de comer, de fazer chorar, de levar pra lua. O impulso inventariante de Dani Lima, que vem norteando o trabalho de sua companhia nos últimos anos, agora se transforma num espetáculo para as crianças.

Intérpretes-criadores: Carla Stank, Laura Samy, Lindon Shimizu, Renato Linhares
Direção: Dani Lima 
Assistência de direção: Keli Freitas
Ambientação: João Modé e Erika Shwartz
Trilha Sonora: Rafael Rocha e Rodrigo Marçal
Figurinos: Valéria Martins
Iluminação: Renato Machado
Direção de Produção: Bárbara Fontana
Realização: Cia Dani Lima

“As interpretações são excelentes, cada ator dando a ver uma construção que se coloca ao lado das demais(…) Revisitar a criança que há dentro de nós é um favor que fazemos a nós mesmos. Possibilitar bom entretenimento para as crianças por quem somos responsáveis é favor que fazemos para a sociedade atual e, principalmente, futura. Além disso, sem sombras de dúvida, ambos são deveres que, aqui, se cumpre com muito prazer”.
Rodrigo Monteiro.

“O espetáculo “Pequena coleção de todas as coisas” é uma grande coleção de todas as emoções da infância (…) Experimentar, descobrir, enfrentar, criar, rir, gritar, pular e apostar que vai dar certo, correr riscos, fazer diferente, sem lógica, coerência ou precisão. Algo que todos vivemos, todos precisamos, quase todos esquecemos e, talvez sem querer e sem perceber, fazemos esquecer, em nosso esforço de educar, fazer crescer e amadurecer as nossas crianças”.
Maria Helena Kuhn

2012 | 100 Gestos

Resultado de longa pesquisa sobre os gestos e seu papel na formação das subjetividades. Partindo da proposta de mapear os movimentos corporais emblemáticos que construíram o século XX , 100 gestos se desenvolveu como um inventário onírico das memórias inscritas nos corpos dos bailarinos.Transita dos requebros de quadris do rock dos anos 50 à comunhão eletrônica das raves, de Isadora Duncan a Michael Jackson, da elegância marcial ao exagero kitsch, do modernismo ao videogame, do indivíduo ao coletivo, num caleidoscópio de gestos icônicos, ações cotidianas, intenções, posturas e trejeitos. Uma visão fragmentada e mestiça dos movimentos do século, que ganha unidade na presença dos bailarinos, vindos de diferentes pontos do Brasil e do globo e com distintas formações no campo da dança, que entram em cena apoiados em sua própria história corporal. O trabalho aposta na heterogeneidade da equipe para a construção de um inventário caótico, se apoiando nos processos da memória e dos sonhos, que misturam experiências e referências a partir de critérios subjetivos e muitas vezes inconscientes. 100 gestos almeja dar visibilidade à dança, às atitudes e aos comportamentos que nos marcaram nos últimos 100 anos enquanto gestos transformadores das formas de ser e atuar no mundo, em mão dupla com o contexto histórico e social de cada época.

Intérpretes-criadores: Carla Stank, Eleonore Guisnet, Lindon Shimizu, Rodrigo Maia, Thiago Gomes, Tony Hewerton
Direção: Dani Lima
Dramaturgia: Alex Cassal e Dani Lima
Assistência de direção: Milena Codeço
Direção musical: Rodrigo Marçal
Ambientação: João Modé, Erika Shwarz, Dani Lima
Iluminação: Adriana Ortiz
Figurinos: Valéria Martins

2009 | Pequeno inventário de lugares-comuns

Resultado de um processo de colaboração entre artistas a partir da proposta de fazer um inventário do cotidiano, dos objetos, gestos e ações ordinárias que normalmente passam desapercebidos na rotina do dia a dia. Pequenas experiências e ações sem relevância do dia a dia seriam imagens materializadas do tempo? Não é curioso pensar que passamos a maior parte das nossas vidas vivendo coisas que consideramos desimportantes e que sequer temos consciência de estar vivendo?

Je m’intéresse à ce que j’ai appelé La petite mémoire, une mémoire affective, un savoir quotidien, le contraire de la grande mémoire préservée dans les livres. Cette petite mémoire, qui forme pour moi notre singularité, est extrêmement fragile, et elle disparaît avec la mort.
Christian Boltansky

criação e interpretação: Dani Lima, Laura Samy, Vivian Miller, Paulo Mantuano, Felipe Rocha
direção: Dani Lima
vídeos: Paola Barreto e Lucas Canavarro
música: Felipe Rocha
luz: Renato Machado
assistência de direção: Alice Ripoll
fotos: Dalton Valério, Dani Lima
pequenoinventriodelugarescomuns.blogspot.com

Diante dos olhos do público, a composição realizada pelos artistas, ainda que breve, promove associações de idéias e produz novos sentidos para os objetos. O nonsense acaba por se transformar em sentido. Ao mesmo tempo, dá o tom do estado necessário para se entregar a essa peça. A projeção da combinação de objetos em pares é um achado. Um pouco à maneira das crianças que transformam pedrinhas em brinquedo, essa cena amplia, de fato, a visão sobre o pequeno e mostra a poesia do simples. (…)Ainda que, em cena, quase nunca se consiga escapar de transformar qualquer coisa em algo extra-ordinário, “Pequeno inventário de lugares-comuns” dá conta de tratar do que pretende com muita poesia e delicadeza. Traz para o centro a vida como John Lennon um dia sugeriu: como aquilo que acontece quando estamos fazendo planos.
Silvia Soter
Leia mais…

À plateia foi proposto encarar o trivial de outro modo e refletir sobre a importância das ações corriqueiras em nossa vida. Passar um café ou cortar as unhas, sob essa perspectiva, é tão especial quanto receber um buquê de flores; é tão vida quanto. O espetáculo é um convite à contemplação de um banal que não é banal e à fruição do prazer estético que a água descendo pelo ralo em redemoinho ou a textura de um grupo de objetos azuis ao lado de um bolo de objetos vermelhos podem oferecer. (…)A peça é coesa, cada escolha revela-se implicada nas demais. Desse modo, não se vê excessos, os elementos presentes dialogam uns com os outros e tornam-se indispensáveis à constituição da obra. O resultado é uma dramaturgia acessível, mas longe de ser óbvia, que investe na complexidade da concisão.
Emanuelle Kalil
Leia mais…

2007 | Eu é um outro

A trilogia “Vida real em 3 capítulos” é composta de três obras autônomas: a performance solo “Estratégia nº 1: entre”, o espetáculo “Manual de Instruções” e a instalação “Eu é um Outro.” Parte do desejo de investigar possíveis conexões e confrontos entre a vida e a cena, entre a construção de identidade e o olhar do Outro. “Vida real em 3 capítulos” se insere no conjunto de questões caras ao trabalho de Dani Lima, como o desenvolvimento de uma poética do corpo cotidiano, o resgate das pequenas memórias esquecidas e o cultivo de estratégias de uma possível “utopia da proximidade.

Uma instalação que recria a performance Estratégia nº. 1: entre, através dos rastros deixados pelos participantes – polaroids, áudios, desenhos, objetos – coletados durante esta performance desde sua primeira experiência no Rio de Janeiro, em novembro de 2004. Desde então foram mais de 200 encontros nas cidades de Praga, Lisboa, Rio de Janeiro, São Paulo, Santos e Curitiba. Uma experiência recriada a partir dos rastros deixados por aqueles que a viveram. Uma tentativa de trazer permanência ao que é, por natureza, efêmero. O tempo, as pequenas memórias que nos constituem diariamente, a poética do cotidiano.

Concepção: Dani Lima
Colaboração: João Modé
Fotos: Dani Lima, João Modé, Mauro Kury

2006 | Manual de instruções

A trilogia “Vida real em 3 capítulos” é composta de três obras autônomas: a performance solo “Estratégia nº 1: entre”, o espetáculo “Manual de Instruções” e a instalação “Eu é um Outro.” Parte do desejo de investigar possíveis conexões e confrontos entre a vida e a cena, entre a construção de identidade e o olhar do Outro. “Vida real em 3 capítulos” se insere no conjunto de questões caras ao trabalho de Dani Lima, como o desenvolvimento de uma poética do corpo cotidiano, o resgate das pequenas memórias esquecidas e o cultivo de estratégias de uma possível “utopia da proximidade”.

Este espetáculo é um passeio pelas identidades de seus criadores-intérpretes a partir do contexto cultural-social ao qual pertencem. Os papéis sociais estão em jogo. O papel enquanto bailarino, enquanto brasileiro, enquanto pertencente a um grupo, seja um tipo de dança, uma nação, uma classe social ou um segmento de gênero. Regras e instruções expressam todo um sistema cultural com um pensamento específico, se expressando de um jeito específico. Nas instruções de cada jogo está inserido todo um sistema de pensamento que compõe um determinado contexto cultural.

criação colaborativa: André Masseno, Dani Lima, Denise Stutz, Michelle Moura, Mônica Burity, Renato Cruz e Vivian Miller
concepção e direção: Dani Lima
assistência de direção: André Masseno, Denise Stutz e Alex Cassal
dramaturgia: Silvia Soter
direção de arte: João Modé
direção musical e música original: Felipe Rocha
trilha sonora: Felipe Rocha e André Masseno
iluminação: Paulo César Medeiros
fotos: Mauro Kury

“Manual de instruções é uma festa para os sentidos. Consegue o feito de aliar consistência, em todos as questões que levanta, a humor, interesse, beleza. Não descuida do prazer por um instante que seja, e cria momentos em que o deleite visual confunde-se com o cômico, como na aula de samba em inglês, o método de vestir e desvestir uma camiseta, e a impagável ‘história da minha bacia’”
Mario Piragibe

“Para quem acompanha a trajetória de Dani Lima não é difícil perceber a recorrência de algumas inquietações em seu trabalho. Em Vida Real em 3 capítulos duas de suas marcas surgem ampliadas. Uma como objeto de pesquisa e a outra como postura de artista diante do mundo. A identidade como construção que se dá a partir do olhar do outro sai da experiência individual de Estratégia nº 1: entre e se torna coletiva em Manual de Instruções, enquanto o desejo de propor perguntas no lugar de afirmações fechadas continua a impor ao espectador um lugar importante neste jogo. Em Vida Real em 3 capítulos, a identidade se dá no plural, no cruzamento das narrativas coletivas e pessoais, nas memórias íntimas, nas histórias herdadas, nas possibilidades de ação quando já se sabe que o terreno a ser ocupado não está vazio.”
Silvia Soter

2006 | Estratégia nº 1: entre

A trilogia “Vida real em 3 capítulos” é composta de três obras autônomas: a performance solo “Estratégia nº 1: entre”, o espetáculo “Manual de Instruções” e a instalação “Eu é um Outro.” Parte do desejo de investigar possíveis conexões e confrontos entre a vida e a cena, entre a construção de identidade e o olhar do Outro. “Vida real em 3 capítulos” se insere no conjunto de questões caras ao trabalho de Dani Lima, como o desenvolvimento de uma poética do corpo cotidiano, o resgate das pequenas memórias esquecidas e o cultivo de estratégias de uma possível “utopia da proximidade”.

Um encontro íntimo entre apenas duas pessoas, um espectador e um performer. Não é exatamente uma apresentação para alguém, mas um encontro, um lugar de intimidade. Duas pessoas produzem uma experiência sensível que levanta questões de identidade e alteridade, do quanto somos estruturados a partir do confronto com o outro. 

Esta performance foi gerada durante inúmeras residências artísticas de Dani Lima entre 2004 e 2006. Participou como trabalho em processo do Programa de Residências do Festival 4 Days in Motion, em Praga (em cooperação com The Theatre Institute Prague and Studio Kokovice 4, Czech Republic, em maio de 2005). Integrou o projeto Encontros 2005-2006, uma produção Alkantara (Lisboa) e Panorama Rio Dança, com o apoio da European Cultural Foundation e Instituto Telemar

concepção: Dani Lima
dramaturgia: Marcela Levi e Sodja Lotker
performers: André Masseno, Dani Lima, Felipe Rocha e Vivian Miller
fotos: Dani LIma, Mauro Kury, Mônica Burity
vídeo: Monica Prinzac

“Para quem acompanha a trajetória de Dani Lima não é difícil perceber a recorrência de algumas inquietações em seu trabalho. Em “Vida Real em 3 capítulos” duas de suas marcas surgem ampliadas. Uma como objeto de pesquisa e a outra como postura de artista diante do mundo. A identidade como construção que se dá a partir do olhar do outro sai da experiência individual de “Estratégia nº 1: entre” e se torna coletiva em “Manual de Instruções”, enquanto o desejo de propor perguntas no lugar de afirmações fechadas continua a impor ao espectador um lugar importante neste jogo. Em Vida Real em 3 capítulos, a identidade se dá no plural, no cruzamento das narrativas coletivas e pessoais, nas memórias íntimas, nas histórias herdadas, nas possibilidades de ação quando já se sabe que o terreno a ser ocupado não está vazio.”
Silvia Soter

2003 | Falam as partes do todo?

Um corpo que olha e é olhado
ouve e é ouvido
toca e é tocado
sente e é sentido

Falam as partes do todo? Uma instalação coreográfica interativa que explora as relações entre corpo e espaço, confrontando o espectador com suas percepções habituais dos espaços do corpo, dos espaços da obra, do seu espaço enquanto público. Braço, pedaço, reflexo, fragmento, palavra, pé, rosto… falam as partes do todo? É possível apreender o todo? Em que medida o ponto de vista altera o que é visto?

“Falam as partes do todo? O todo não é nunca a soma das partes, é mais que isso. As partes podem ser tudo. A palavra e o corpo são sempre parte e são sempre o todo. Um torso de Apolo é uma parte ou é um todo? Como se passa do movimento para a dança? Onde termina o corpo e começa o espaço? A escultura e a dança inventam o corpo. A escultura e a dança inventam o espaço. Deslocar. Pesar. Atravessar. Separar. Juntar. Distanciar. Aproximar. Tocar. Andar. O espaço não está lá fora, diante de nós, ele não nasce como figura geométrica. Ele se desenha cotidianamente a partir do movimento do nosso corpo e da vivência de nossos gestos. Mais do que uma relação entre dança e escultura, o que vemos neste espetáculo é um deslocamento de linguagens, uma metamorfose do corpo em escultura e da escultura em fragmentos orgânicos. Não há uma coreografia e uma cenografia, há corpos, formas e espaços que se reinventam a cada movimento de quem dança e de quem vê e circula. As esculturas da Tatiana existem através da dança, assim como o desenho coreográfico da Dani se fragmenta e se desdobra através dos cortes e dos buracos das peças escultóricas. Falam as partes do todo? Temos palavras para expressar o corpo? Podemos ver sem palavras? Há coisas de sobra que não se dizem / há coisas que sobram no que se diz / nossa miséria é uma alegria de palavras? Um olhar, um gesto, um sim, podem significar tudo e nada – a situação e o momento produzem a diferença”.
Luiz Camillo Osório.

concepção e direção: Dani Lima 
criação: Alex Cassal, Clarice Silva, Dani Lima,
Edney D’ Conti, Monica Burity, Rodrigo Maia, Vinicius Salles, Vivian Miller e André Masseno
objetos: Tatiana Grinberg
assistente de direção: Alex Cassal
trilha sonora original: Felipe Rocha e Lucas Marcier
direção musical: Felipe Rocha
figurinos: Valéria Martins
iluminação: Paulo César Medeiros
consultoria dramatúrgica: Mônica Prinzac
fotos: Mauro Kury
videos: Gijs Andriessen
desenhos: Tatiana Grinberg

“Dani Lima vem desenhando um caminho importante no cenário da dança carioca. Com Falam as partes do todo? a bailarina e coreógrafa consolida uma carreira que tem a experimentação como pilar e a maturidade artística como resultado.”
Ana Cecília Martins 

“Ainda bem que, de vez em quando, companhias como essa nos lembram que a inteligência, quando existe, está nas idéias e nos corpos”.
[“Sem o espectador, Falam as partes do todo? não existiria. O encontro entre os trabalhos e as inquietações de Dani Lima e de Tatiana Grinberg resultou num produto envolvente.” 
Silvia Soter

“A dança se realiza entre o público e não apenas para ele. Falam as partes do todo? é uma exposição corajosa e generosa de investigações estéticas”. 
Roberto Pereira

“A performance da Cia Dani Lima abre, ao meu ver, uma nova perspectiva para a relação entre a dança e o filme, ao demonstrar que é possível permitir que o corpo do dançarino seja constantemente partido e literalmente enquadrado, sem que com isso se perca a percepção estética do movimento coreográfico”. 
Charles Feitosa

2000 | Dentro-fora

Espaço, corpo, propriocepção, fragmentação, presença – ausência, dentro – fora, observador participante. Performance sobre a obra Espaço em branco entre 4 paredes, da artista plástica Tatiana Grinberg, na abertura do 11º Panorama de Dança do Rio Janeiro, em 2002. 
Criação e execução: Dani Lima, Clarice Silva, Mônica Burity e Vivian Miller
Criação do objeto: Tatiana Grinberg

2001 | Digital brazuca

Brazuca é um apelido pouco carinhoso como o qual os portugueses costumam zombar dos brasileiros e do “jeitinho brasileiro” de fazer as coisas. Digital, segundo o Aurélio, não é só o que é relativo aos dedos (como impressão digital), mas o que é relativo aos dígitos, dando origem ao nome hoje popular com o qual conhecemos todas as modernas tecnologias binárias, não analógicas. Juntar estas duas palavras expressa, mais do que uma possível contradição, a busca de uma identidade e a escolha de um ponto de vista. Somando o desejo de especular sobre a(s) idéia(s) de identidade e respondendo à demanda de um trabalho de dança interagindo com novas tecnologias, Digital Brazuca passeia por identidades servindo-se de alguns aparatos de tecnologia da imagem e do som. O uso destes aparatos está, dentro do universo “tecno-brazuca” deste experimento, a serviço de desvendar o que há de mais vivo, espontâneo e íntimo, e como tudo que é humano, sujeito à falhas (e como muito do que é brasileiro, disponível para improvisar a partir delas).

concepção e direção: Dani Lima
criação coreográfica: Clarice Silva, Dani Lima, Fernanda Prata, Vinicius Salles, Gera Dias,Valeska Gonçalves e Tatiana Miranda
direção musical e trilha sonora original: Felipe Rocha
direção de arte: André Weller
figurinos: Valéria Martins
iluminação: Paulo César Medeiros
direção de produção: Márcia Dias
produção executiva: Letícia Jacques
vídeos: Dani Lima, André Weller, Bruno Murtinho e TV Zero
assistência de direção: Mônica Prinzac

“No primeiro momento a identidade é tratada como construção, mostrando de forma delicada, poética e divertida como o olhar do outro se integra às impressões individuais e deixa marcas. (…) Na contramão deste primeiro momento, a tecnologia vira o centro das atenções na segunda parte do espetáculo. Aqui, a interatividade, símbolo das possibilidades abertas pelas novas tecnologias, é explorada na relação entre os dois bailarinos e entre bailarinos e espectadores, entre música e dança”.
Silvia Soter

A companhia Dani Lima usa a dificuldade do brasileiro e conseguir tecnologia de ponta para discutir a identidade nacional. (…) Bailarinos improvisam a partir dos erros desta tecnologia made in Saara.”
Daniela Name

2001 | Vaidade

Especular sobre as origens psíquicas, trabalhar sobre depoimentos íntimos os mais diversos, abordando a vaidade como característica intrínseca à vida, teia de fundo das relações humanas. Vaidade como a necessidade que temos do espelho do outro para constituirmos nossa identidade, como a busca frenética do indivíduo por atenção e aceitação em sociedade. O vídeo, grande veículo gerador de imagens do século XX, é o suporte cenográfico, revelando detalhes particulares para a esfera pública através do olhar furtivamente invasor das objetivas. São usadas imagens captadas nas ruas, entrevistas, cenas ensaiadas ou captadas ao vivo.

Vaidade tem trilha sonora originalmente composta para o espetáculo e executada ao vivo pela banda Brasov.

concepção, direção e coreografia: Dani Lima
co-direção: Mônica Prinzac
criação coreográfica: Clarice Silva, Cláudio Ribeiro, Dani Lima, Fernanda Prata, Vinicius Salles, Gera Dias, Valeska Gonçalves e Tatiana Miranda
trilha sonora original: Felipe Rocha e Brasov
iluminação: Paulo César Medeiros
direção de arte: André Weller
figurinos: Valéria Martins
vídeos: André Weller e Dani Lima
realização: Buenos Dias Projetos e Produções Culturais / Márcia Dias e Cia de Dança Dani Lima
fotos: Cafi

“Dani Lima consegue produzir, com seu ótimo e jovem elenco, situações e imagens rigorosamente originais, autorais, recheadas de criatividade. (…) Dedica-se ao singular como particularidade mesmo, como que apostando que as familiaridades serão inevitáveis por si mesmas”.
Helena Katz

1999 | Nato

Nato é o primeiro exercício resultante do projeto Dança nas Alturas, agraciado pela Bolsa Rio Arte 99. Um primeiro estudo desta pesquisa foi mostrado no Panorama RioArte de Dança 99, rendendo à companhia o Prêmio RioDança de Melhor Trilha Sonora Original (Felipe Rocha e Brasov – ao vivo). Nato estreou em 2001, em Munique, Alemanha. Cordões umbilicais, fetos, proteção e envolvência são imagens suscitadas para falar sobre a falta e sobre o desejo como motor propulsor da vida.

concepção e direção: Dani Lima
criação coreográfica: Clarice Silva, Dani Lima, Fernanda Prata, Renato Oliveira, Tatiana Miranda, Vinicius Salles
bailarinos estagiários: Valeska Gonçalves e Gera Dias
figurinos: Valéria Martins
iluminação: Paulo César Medeiros
música original: Felipe Rocha
música executada ao vivo: Brasov – Felipe Rocha (trompete), Daniel Vasques (saxofone), Fabiano Krieger (violão) e Lucas Marcier (contrabaixo)
fotos: Felipe Rocha

Bailarinos vestidos com roupas de todos os tons de vermelho escorrem por tecidos cor de sangue, em cenas aéreas que se misturam a coreografias no solo – ora bem-humoradas, ora nostálgicas – e muita falação sobre memória
Adriana Pavlova

1998 | Piti

Espetáculo de estréia da Cia Dani Lima, Piti trata da histeria, do descontrole, da perda da razão, da loucura que nasce das emoções contidas. Dos pequenos chiliques do dia a dia às grandes explosões que podem transformar a vida de uma pessoa. Em 1997, o Panorama RioArte de Dança Contemporânea, sob direção artística da coreógrafa Lia Rodrigues, acolheu a estréia de um exercício coreográfico de quinze minutos chamado Piti, em apresentação única no Teatro Carlos Gomes. A repercussão foi tão positiva que Dani Lima conquistou o apoio do jornal O Globo, sendo beneficiada pelos projetos O Globo em Movimento / Dança Brasil 1998. A Cia Dani Lima estreou a versão completa de Piti no Teatro Villa Lobos, no Rio de Janeiro. O espetáculo recebeu as indicações de Melhor Figurino (Valéria Martins) e Melhor Trilha Sonora (Felipe Rocha) para o Prêmio Rio Dança 98, e foi considerado pelo jornal O Globo como “um dos 10 melhores espetáculos do ano de 1998.

concepção e direção: Dani Lima
criação coreográfica: André Masseno, Daniela Fortes,
Dani Lima, Marília Bezerra, Luciana Brites, Stela Guz, Vinicius Salles
direção coreográfica: Dani Lima
participação especial: Daniele Barros e João Brandão
figurinos: Valéria Martins
cenário e direção de arte: Anna Vandenbergue e Davi Bartex
iluminação: Paulo César Medeiros
direção musical: Felipe Rocha
trilha sonora executada ao vivo: Brasov – Fabiano Kriger, Rafael Rocha, Felipe Rocha, Daniel Vasques e Lucas Marcier
engenharia circense: Cláudio Baltar e Vanda Jacques
assistente de direção: Mônica Prinzac
visagismo: Rubem Cunha
surpervisão coreográfica em “Coisa que dá e passa”: Silvia Sotter
fotos: Claudia Ribeiro

“Dani está em segurança na utilização do espaço aéreo e já mostra que também sabe usar os bailarinos em bons duos e grupos no palco. Todos muito preparados para a exigência física e emocional do espetáculo, que se dedica a retratar o descontrole, a histeria e os ataques de nervos típicos da mulheres”.
Nayse López
Fev 2000

“A bailarina carioca foi a sensação do último Panorama RioArte de Dança, com um duo acrobático a alguns metros do solo, coreografia que integra seu espetáculo Piti”.
Adriana Pavlova
Nov 1998